Os dois Machados, o Dinis e o de Assis

Há dias estranhos, como o de ontem.
Comecei o dia a escrever sobre o escritor brasileiro Machado de Assis (a propósito do colóquio que decorreu na Gulbenkian ) e terminei o dia a escrever sobre outro Machado, o escritor português Dinis Machado, cuja morte foi anunciada ao final da tarde.
Entre os papéis que consultei encontrei a entrevista que o escritor português deu o ano passado, em Março, ao jornalista Adelino Gomes (não sei se não terá sido a sua última entrevista) e que podem ir ler no post anterior.
Nessa entrevista publicada no PÚBLICO, Dinis Machado à pergunta “Viveu muito tempo com a história que veio a escrever naquele livro [O Que Diz Molero]?” de Adelino Gomes, responde: “Bastante tempo. Quando escrevi os policiais, tinha já a ideia de escrever um romance machadiano, que não fosse da época.”
Coincidências assim existem. Dinis quis fazer um romance machadiano, Dinis morreu na semana em que se assinalam cem anos da morte de Machado de Assis.

Notas finais:

O funeral do escritor Dinis Machado realiza-se hoje, às 16h, no Cemitério do Alto de São João e o corpo está desde ontem em câmara-ardente na Igreja da Encarnação, ao Chiado, em Lisboa.
Para ler aqui a notícia hoje no PÚBLICO.

Sobre o que se ouviu no Colóquio do escritor brasileiro Machado de Assis que decorreu na segunda e na terça na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, pode ler aqui. Assinalava-se o centenário da sua morte.

(já sabem como isto funciona, eu não me canso de repetir, chegam lá, clicam na área de texto e ele aparece legível na coluna do lado).

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