O método (e a ternura) de José Cardoso Pires

 

José Cardoso Pires era uma pessoa ternurenta e gostava de oferecer prendas a pessoas especiais. Nelson de Matos, o seu editor desde que este começou a trabalhar na edição, era uma delas.
O escritor ofereceu-lhe numa caixa o manuscrito do romance Alexandra Alpha a que juntou várias peças da produção desse livro. Há emendas, cortes e manchas no papel. É possível ver o seu método de construção de um romance. Existem outras caixas em posse de particulares.
Há dois dias o editor Nelson de Matos , que editou o único inédito deste escritor Lavagante – Encontro Desabitado, teve a amabilidade de abrir essa caixa que lhe foi oferecida e explicar o que ela contém. Pode ver o vídeo sobre esse momento (lá em cima) e ler o artigo publicado hoje no caderno P2 do PÚBLICO sobre o espólio do autor de O Delfim que hoje começa a ser doado pela família à Biblioteca Nacional de Portugal.
A assinatura do termo da doação pela viúva do escritor, Maria Edite Pereira – em representação dos herdeiros – e pelo director da BNP, Jorge Couto, é hoje às 18h30 na Biblioteca Nacional em Lisboa, com uma exposição das cinco versões do inédito agora publicado Lavagante.
A professora e ensaísta Maria Lúcia Lepecki irá apresentar o livro e enquadrá-lo no contexto da obra do autor.

(NOTA: Para quem aí, do outro lado, ao ver este vídeo esteja a gritar: “Usa a Macro! Usa a Macro!” só posso dizer que vou tentar superar a minha “nabice” em próximas oportunidades.)

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5 comentários a O método (e a ternura) de José Cardoso Pires

  1. Pingback: Ciberescritas » Os amigos de José Cardoso Pires na Casa Fernando Pessoa

  2. Confesso que desdenhei este escritor por muito tempo…Quando o “descobri”, já tarde, foi uma revelação!
    Estas “ternuras”, estes toques aveludados, demonstravam bem a beleza da sua personalidade…

  3. “De Profundis Valsa Lenta”… um verdadeiro hino à vida, visto do lado de lá… ou quase. Recomendo. Para ler. E reler.

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