As tecnologias contra nós

Há um cão que ladra. Há um telefone que toca durante imenso tempo – era um fax. E há a voz do escritor Mário de Carvalho a falar sobre este nosso país, o seu “ambiente de negociata” e a sua falta de civismo. Também nos conta as razões que o levaram a sair do Partido Comunista Português.
Tudo isto foi gravado, em Lisboa, no seu antigo escritório de advocacia. Foi uma conversa a propósito de “A Sala Magenta”, o seu mais recente romance, editado pela Editorial Caminho.
Não basta vivermos à sombra das glórias do passado!”, alerta o escritor. Esta parte da entrevista não está no texto publicado no suplemento Ípsilon e que pode ler aqui.
Naquele dia tudo parecia correr mal. Depois de algum tempo de conversa – pelo menos duas perguntas – notei que o gravador não estava a gravar. Foi preciso recomeçar. No final tentei fazer um pequeno apontamento de vídeo. Aconteceu um qualquer problema de som – um zumbido insuportável – por isso o vídeo não está em condições de ser colocado no blogue.
Resta o Podcast (carreguem no start em cima), que aqui vos deixo, mesmo com o irritante som de fundo do telefone a tocar e do ladrar de um cão. Há dias em que as tecnologias estão contra nós.

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2 comentários a As tecnologias contra nós

  1. Pingback: Ciberescritas » Premio Internazionale Cittá di Cassino atribuído a Mário de Carvalho

  2. Li a entrevista no Público e agora tenho uma noção completamente diferente da entrevista. Quando lemos uma entrevista, imaginamos os gestos da pessoa entrevistada e os apontamentos do entrevistador(a), expressões, risos. Mas nunca conseguimos “ouvir” o que está escrito. Com este post, até acho piada ao cão. Até parece que queria dizer qualquer coisa! A fazer a entrevista, acredito que deve ser irritante e incomodativo. Mas fez-me lembrar o “timbuktu” do Paul Auster. Ou uma possível personagem escondida nas paredes, como a lagartixa do “Vendedor de Passados” do Agualusa!

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