Amanhã pode ler no Ípsilon

NA CAPA

Os tra­bal­hos de um pedó­filo para ence­nar a nor­mal­i­dade
“Michael”, um filme de Markus Schleinzer

Lá em baixo, na cave onde a Áustria fecha os seus fan­tas­mas
Um país refu­giado atrás de “belas pais­agens” — para onde var­rou a sua História — e um “filme-escândalo” que abre a porta da cave. Mais do que história de ped­ofilia, o retrato pun­gente, patético, de um desejo de invis­i­bil­i­dade: “Michael”, de Markus Schleinzer. Por Vasco Câmara, em Viena

Há péro­las na favela
Dez anos depois de “Cidade de Deus”, o real­izador Luciano Vidi­gal voltou à favela para fil­mar o que foi feito dos meni­nos de Fer­nando Meirelles. Podia ser ape­nas uma anato­mia de um filme, mas talvez seja tam­bém uma anato­mia de um Brasil em mudança, e da sua própria vida de favelado.

Batida da redenção
“Trib­uto ao Homem” é uma pérola de inten­si­dade, negrume e soul feita por quem viu o sol nascer aos quadrad­in­hos e preferiu a música à prisão. Tat­uem este nome: Kacetado.

Os con­tos fotográ­fi­cos de André Príncipe
Três livros rev­e­lam uma prática da imagem que vem do cin­ema (e dele retém a ideia de movi­mento) mas não se con­forma com a sua artificialidade.

Havia os fortes, havia os boni­tos e havia Wladimir Kaminer
Primeiro criou as Russendisko, fes­tas que quase 20 anos depois se tornaram míti­cas em Berlim. Depois começou a con­tar histórias e passou-as para livro. O escritor russo pas­sou por Lis­boa para apre­sen­tar “Viagem a Tralálá”.

Kafka sem­pre fez dormir Philippe Claudel
“A inves­ti­gação” é uma ale­go­ria con­struída com téc­ni­cas cin­e­matográ­fi­cas. O ponto de par­tida foi o suicí­dio no local de trabalho.

Morreu o escritor Carlos Fuentes ( 1928 — 2012)

O escritor Car­los Fuentes mor­reu hoje no Méx­ico, onde se encon­trava inter­nado no hos­pi­tal de los Ánge­les del Pedre­gal, na Cidade do México.

O Min­istério da Cul­tura mex­i­cano con­fir­mou o óbito. E segundo a AFP, o pres­i­dente Felipe Calderón deixou uma men­sagem na sua conta no Twit­ter: “Lamento pro­fun­da­mente o falec­i­mento do nosso querido e admi­rado Car­los Fuentes, escritor e mex­i­cano uni­ver­sal. Des­canse em paz”.
O Prémio Cer­vantes (1987) e Prémio Príncipe de Astúrias (1994) mor­reu de prob­le­mas cardía­cos, aos 83 anos. Tinha começado a escr­ever aos 29 anos e o seu último romance “Adão no Éden” foi pub­li­cado recen­te­mente pela Porto Edi­tora. Con­tin­uar a ler aqui.

Os anos 80 em Portugal, por Eduardo Pitta

(foto reti­rada do site do autor. Leg­enda: Eduardo Pitta com Al Berto e Juan Car­los Valera
nas III Ter­ceras Jor­nadas Poet­i­cas de Cuenca em 1986.)

Come­cei hoje a escr­ever um livro que será pub­li­cado na primeira metade de 2013. Prosa. Melt­ing pot de auto­bi­ografia, ensaio e crónica do quo­tid­i­ano. Ten­tar gerir os hot spots para não melin­drar ninguém. A ver vamos”, avi­sou o escritor e crítico literário Eduardo Pitta, 62 anos, na sua página do Face­book, no pas­sado dia 18 de Abril.
O autor do romance “Cidade Proibida” e do breve ensaio sobre a homos­sex­u­al­i­dade na lit­er­atura por­tuguesa con­tem­porânea, “Frac­tura”, con­hecido entre os ami­gos pela sua “memória de ele­fante”, assi­nou con­trato com a edi­tora Quet­zal para pub­licar, no primeiro trimestre de 2013, um livro de não-ficção sobre os anos 1980. Ao Ípsilon, Pitta disse tratar-se de um relato na primeira pes­soa sobre a vida literária e cul­tural por­tuguesa daquele período, com detal­hes auto­bi­ográ­fi­cos incluí­dos.
Eduardo Pitta, que man­tém desde 2005 o blogue Da Lit­er­atura, nasceu em Lourenço Mar­ques e viveu em Moçam­bique até Novem­bro de 1975. Nas fotografias dos anos 1980, época em que já vivia em Por­tu­gal, aparece ao lado de ami­gos como Rui Knopfli, Eugénio Lis­boa, João Miguel Fer­nan­des Jorge, Joaquim Manuel Mag­a­l­hães e Al Berto. A 27 de Abril, na sua página do Face­book, Pitta dava conta da metodolo­gia que está a usar para recu­perar a memória: “O livro. Escavar a memória em avanços e recuos. Ten­tar encon­trar o reg­isto certo. Con­ferir datas e fac­tos em agen­das, cor­re­spondên­cia arquiv­ada em pas­tas Zeiss, recortes de jor­nais, livros. O pas­sado é um buraco negro.”

Cozinha japonesa em casa

Coz­inha Japonesa com Harumi
Autora: Harumi Kuri­hara
Fotografias de Jason Lowe
DK Civ­i­liza­ção Edi­tores
21,99€

Coz­inha japonesa? Huumm. Receitas sim­ples para a família e os ami­gos? Huumm.
Harumi Kuri­hara, que era uma sim­ples dona de casa até se trans­for­mar na Delia Smith japonesa, fez os seus primeiros livros de receitas a pen­sar no público japonês. Mas “Coz­inha Japonesa com Harumi” foi feito a pen­sar nos oci­den­tais, que como eu sem­pre se inter­es­saram pela coz­inha japonesa que fosse além do sushi. E resulta. Tudo parece tão fácil com as expli­cações de Harumi (www.yutori.co.jp/en) e as dicas para se sub­sti­tuírem os ingre­di­entes que forem mais difí­ceis de encon­trar. Pertenço aos primeiros alunos do chef Paulo Morais (que entre­tanto abriu a primeira Sushi School do país) e isso serviu-me de base para saber as difer­enças entre molho de soja, mirin, miso, vina­gre de arroz, sementes de sésamo, saké e tam­bém os truques para cozer arroz japonês sem desa­tar a chorar, a seguir, a olhar para a tigela. Mas foi com as receitas sim­ples e de pratos tradi­cionais de Harumi que pas­sei a fazer reg­u­lar­mente caldo dashi (“à séria”, com alga kombu e kat­suo­gusbi, os flo­cos de peixe seco, que com­pro nas lojas chi­ne­sas no Inten­dente ou na loja japonesa Goyo-Ya na Rua Fil­ipe Folque n.º 30 D, em Lis­boa) para con­seguir chegar a casa e, rap­i­da­mente, fazer sopas e mas­sas (udon, yaki soba, etc.). Harumi Kuri­hara tem um pro­grama de tele­visão, Your Japan­ese Kitchen, com George Williams e Daniel Kahl. As receitas estão disponíveis com fotos e em inglês no site do canal NHK (www3.nhk.or.jp/nhkworld/english/tv/kitchen). Se quis­erem saber como fazer o típico Shabu-shabu (legumes e carne cozi­dos em caldo com molho ponzu) vejam o pro­grama no YouTube (youtu.be/JlaSK6Cfkvo).
Essen­cial é tam­bém o canal Cook­ing with Dog no YouTube. A chef japonesa que coz­inha acom­pan­hada pelo cão Fran­cis foi atro­pelada, em Janeiro, em Tóquio, e está a recu­perar. Por isso não têm divul­gado vídeos novos mas estão a remas­teri­zar os anti­gos. São viciantes.

(recomen­dação pub­li­cada na revista “2” de 22 de Abril de 2012)

Feira do Livro de Lisboa vai ter Hora H extraordinária neste último dia

Para assi­nalar o encer­ra­mento da 82ª Feira do Livro de Lis­boa, a orga­ni­za­ção preparou para hoje, o último dia de feira (domingo, 13 de Maio) uma Hora H extra­ordinária. Assim, entre as 22h e as 23h de domingo, nos pavil­hões dev­i­da­mente assi­nal­a­dos, os vis­i­tantes poderão aproveitar a opor­tu­nidade de encon­trar livros – desde que se encon­trem fora dos 18 meses do preço fixo – com desconto mín­imo de 50%.

Estudo sobre cópia ilegal é apresentado hoje na Feira do Livro de Lisboa

As con­clusões do “Estudo do Sec­tor de Edição e Livrarias e Dimen­são do Mer­cado da Cópia Ile­gal” coor­de­nado por Pedro Dioní­sio, do Insti­tuto Supe­rior de Ciên­cias do Tra­balho e da Empresa (ISCTE) será apre­sen­tado hoje, às 16h, na Feira do Livro de Lis­boa. Os resul­ta­dos pre­lim­inares deste estudo foram apre­sen­ta­dos em Out­ubro de 2011, no I Con­gresso do Livro, que se real­i­zou na Praia da Vitória, na Ilha Ter­ceira, Açores.

Amanhã podem ler no Ípsilon

NA CAPA
Sinais de fogo na nova lit­er­atura cubana
Há mais para além da tríade “sexo, palmeiras e regime” quando se fala de lit­er­atura em Cuba. E os escritores só querem fugir desses clichés. Raquel Ribeiro, em Havana

“Gosto que me con­tem men­ti­ras bem con­tadas“
Entre­vista com Juan Marsé a propósito de “Caligrafia de Son­hos” (Dom Quixote)

Vamos comer o poema?
A poe­sia é para comer, diz Ana Vidal. E prova-o com um livro em que cruza poe­mas de autores lusó­fonos com receitas de chefs e obras de artis­tas plás­ti­cos. Cul­tura gas­tronómica, com o patrocínio do Min­istério da Cul­tura Brasileiro.

Bob Dylan: Ninguém é um só
A Cité de la Musique apre­senta Bob Dylan: a explosão rock 61–66, exposição sobre as primeiras fases de uma vida rec­heada de ficção. Eis Dylan tam­bém aqui: influên­cia mais deci­siva na canção por­tuguesa dos últi­mos anos.

A Granta em espanhol dedicada à Colômbia é lançada hoje à noite em Barcelona

A “Granta en español” vol 12: Colom­bia. Sus armas ocul­tas, vai ser apre­sen­tada, hoje, às  20h na Casa Amèrica Catalunya (calle Córcega 299 entre­suelo, em Barcelona). Na mesa vão par­tic­i­par os escritores Juan Gabriel Vázquez e San­ti­ago Roncagliolo, e os direc­tores da Granta em espan­hol Valerie Miles e Aure­lio Major. A Granta em espan­hol apre­senta a sua aposta de autores colom­bianos: Nicolás Suescún, Fanny Buitrago, Ricardo Cano Gaviria, Jaime Man­rique, Tomás González, Nayla Chehade, Eduardo Gar­cía Aguilar, Louis de Bernières, Eve­lio Rosero, Car­olina Sanín, Juan David Cor­rea, Andrés Felipe Solano, Paola Gaviri.  Ver mais em http://www.grantaes.com/