Interstellar: o que o tempo fez

Há uma promessa no início de Interstellar: olhar para o céu à procura de sinais.  Mas quando o filme de Chris Nolan chega, enfim, ao espaço, parece que já não há nada para encontrar. Por momentos, sim, é uma promessa sobre o que já fomos e o que somos agora – espectadores de cinema. Há uma promessa de […]

A vida e a morte de Fassbinder já estavam aqui

Rainer Werner Fassbinder como Baal, de Brecht, como rock star, na verdade – mais de uma década antes de Bowie se ter interessado pela personagem. Filme pouco visto, rodado por Volker Schlöndorff para a televisão em 1969, e logo interditado pelos herdeiros do dramaturgo, é um diamante em bruto, todo ele sensualidade em expansão. É […]

“Todas as coisas podem desaparecer, só a memória pode sobreviver”

A implicação física de um cineasta na construção de um arquivo da memória humana, arrastando consigo o espectador. É o que pode apaziguar: ali estamos todos nós. Dois filmes do chinês Wang Bing no DocLisboa, Traces e Father and Sons.   Talvez seja um auto-retrato – uma forma violenta de auto-retrato. Da palavra – auto-retrato […]

O silêncio

O que me desagrada em Outros Amarão as Coisas que eu Amei de Manuel Mozos sobre João Bénard da Costa, não é João Bénard da Costa. O que me desagrada é Manuel Mozos, a sua paralisia, o seu silêncio. É ele que se cala, não é Deus. O título é bastante assustador: é uma maldição lançada […]

David Fincher, o sonso

Sem coragem para assumir o exploitation movie, Fincher dissimula-se (dissimula-o) em algo que aparenta ser uma aproximação ao glacial tempo do fim do amor, do inferno do casal. David Fincher em assinalável ponto de sonsice: sem coragem para assumir abertamente o exploitation movie, dissimula-se (dissimula-o) em algo que aparenta ser uma aproximação ao glacial tempo […]