“O cinema está sempre à beira de morrer e sempre à beira de nascer”

ENTERTAINMENT-FILM-FESTIVAL-CANNES-LISTA uma semana do início da 66ª edição do Festival de Cannes, Gilles Jacob, 83 anos, anuncia o abandono da presidência do festival em 2015 – quando se completarem 38 anos do seu encontro com o maior festival de cinema do mundo.

Em 2009 falámos com o homem que criou o prémio Camera d’Or para as primeiras obras e a secção Un Certain Regard. Ele, que condecorou Sharon Stone com a medalha de “officier des arts et des lettres” cheio de estremecimento perante a hipótese de picar o famoso seio, deu-nos o prazer do seu ammarcord (não é por acaso que desde que Fellini desapareceu em 1993 Gilles se sente órfão). “Eu recordo-me”… , e está no livro de memórias La vie passera comme un rêve…, do monóculo de Fritz Lang, dos olhos e da voz de pérola de Jane Fonda – mais subversivos do que o dossier do FBI sobre “Hanoi Jane”… -,  do narcisismo das vedetas, dos “golpes” dos presidentes do júri, do Francis Coppola apocalíptico de Apocalypse Now e do Michael Cimino suicidário de As Portas do Céu  (foi impossível continuarem a estas alturas) ou de Lars von Trier de blusão negro, careca, como um skinhead, no início dos anos 80 – as aparências iludem, é um homem em permanente estado de fragilidade. Aqui

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>