(Quero ver nas salas portuguesas. Visto em Viena 2011) Quando o vi, esteve por um fio (se é que não aconteceu) o vale de lágrimas generalizado, na sala do Kunstlerhaus Kino, Viena. No ecrã, os rituais de uma Sexta-Feira Santa em Trapani, Sicília, quando uma cidade se transforma num corpo único em volta de andores e ícones, em procissão pelas ruas. É uma coreografia da catarse que Joerg Burger sabe respeitar quando nela se intromete. Esse é o “toque” de Way of Passion: incluir espectadores, crentes e não crentes, naquele tremendo bailado de catarse. Algo de muito físico, é passaporte para uma expansão dos sentidos. Como chamar a essa dimensão, ao que acontece na tela e fora dela, é menos importante do que participar dela.

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