Em surdina

Se a convenção é o “cinema realista” britânico ou um “this day and age” de uma temática gay, então a verdadeira “história” de Weekend, o filme de Andrew Haigh que abre o próximo QueerLisboa – o breve encontro entre Russell e o seu engate, Glen – é a serena intromissão de gestos e silêncios, como que a procurarem espaço para existirem.

O drama das personagens interpretadas por Chris New e Tom Cullen é por isso, também, o da existência para além de um programa. Figurativo e existencial: duas pessoas/personagens esbracejam porque não se contentam com a história que foi escrita. Em surdina, a herança de um “cinema realista” britânico. Onde o “social” já foi substituído, invadido, pelo “íntimo” – a “realidade” é “emocional” (fica aqui a proposta: ver este filme a seguir ao Frears de A Minha Bela Lavandaria…)

 

 

Primeiras impressões de Weekend, de Andrew Haigh

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