Não é bom rapaz quem quer

Sempre que Ray Liotta aparece ao lado de Michael Shannon em The Iceman (fora de concurso em Veneza) ouvimo-nos dizer: a paranóia de Tudo Bons Rapazes, de Scorsese, era letal, a violência do filme de Ariel Vromen é “guarda-roupa” de época.

Conta a biografia de Richard Leonard “The Iceman” Kuklinski, um assassino a soldo, homem frio, que entre 1948 e 1986 matou 250 pessoas. Uma “actividade” paralela a uma fachada de chefe de família e que conseguiu esconder da mulher e das filhas. Vromen, num filme cheio de ilustres (Shannon, Winona Ryder, Liotta ou James Franco), acaba por contornar o estudo psicológico e intimista que explicasse, eventualmente,  “The Iceman” e escolhe o “filme de género” (“género” aqui é Tudo bons rapazes). Decisão funcional, mas deixa caminho aberto para se evidenciar o artifício.

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>