Apocalipse

Um dos mais mal amados filmes de Oliveira é A Caixa (1994), baseado na obra de Prista Monteiro. Teatro do absurdo enjaulado em escadinhas lisboetas (um cenário “natural” tornado palco e artifício), a família como viveiro de espécies carnívoras – e Beatriz Batarda de uma severidade e de uma amargura castigadoras.

A espaços, O Gebo e a Sombra, texto de Raul Brandão, retoma esse apocalipse  – sendo que irrompe de novo a partir da família. Tonalidade aguçada que várias vezes se normaliza num pequeno teatro naturalista de gestos menos severos, aconchegantes. Para depois voltar a afiar-se – e Leonor Silveira com uma densidade renovada.

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