Um link austríaco

Os filmes mais impositivos do concurso de Cannes 2012, ate agora, são “Amour”, de Michael Haneke, e “Paradis:Amour”, de Ulrich Seidl. Para eles trabalhou, como director de “casting”, Markus Schleinzer, que na edição 2011 de Cannes se estreou no festival e na longa-metragem com “Michael”. Este filme chega às salas portuguesas quinta-feira. Um link austríaco […]

Whiskey a go go

A sequência mais nojenta da competição de Cannes, daquelas que fazem uma quantidade razoável de espectadores parecerem ter sido coreografados – por exemplo, este movimento: mão na  boca, depois desviar a cara – não foi nenhuma daquelas com grandes planos de seringas no “Antiviral”, de Brandon Cronenberg. Foi num filme de Ken Loach, “Angel’s Share” […]

Já vimos este filme

“Killing them Softly”, do neozelandês Andrew Dominik,  sofre de um problema de personalidade. Se esteve para se chamar “Cogan’s Trade” e o título foi alterado porque, segundo o realizador, parecia “um filme de Clint Eastwood de 1972”, nem por isso deixamos de sentir que já vimos este filme várias vezes. Agora parece um filme da […]

E faz-se luz?

Os cineastas que vão iluminar o concurso de Cannes, diz-se nos corredores (como se diz aquilo que não é nem nunca foi segredo) são o mexicano Carlos Reygadas e o francês Léos Carax. O primeiro com “Post Tenebras Lux”. O segundo com “Holly Motors”.   O primeiro com uma família que deixou a cidade, instala-se […]

Isto é um clássico

Isto é um clássico? Sim, acontece muito, é uma careta de Bob de Niro. No caso, então, é um clássico sobre um clássico: apresentação da versão restaurada de “Era uma vez na America”, de Sergio Leone, com os intérpretes do filme. No programa de Cannes Classics, de cópias restauradas, hoje, por exemplo, “Runaway Train”, de […]

Screwball Sangsoo

No movimento da “screwball irony” para a “screwball comedy”, sem ali se fixar, que é “In Another Country”, se Hong Sangsoo parece um Lubitsch coreano, Isabelle Huppert é a fantasia francesa de Carole Lombard. Tudo, claro, “in another country”

Abbas quem?

Pierre Rissient, que foi assistente de Godard, produtor, consultor de Cannes (em resumo: “uma pessoa muito influente no cinema internacional”, assim o apresentam), escreve no dossier de imprensa de “Like Someone in Love” que se sai do filme “sabendo-se um pouco mais sobre a vida”. Talvez. Mas certamente sabendo-se cada vez menos sobre Abbas Kiarostami.