Mud

 

E assim terminou o concursod e Cannes. Pergunto-me se é a mediania de Jeff Nichols (“Shotgun Diaries”, “Take Shelter” e agora “Mud”) que faz o espectador sentir-se vingado e reconfortado…

5 comentários a Mud

  1. “odiei o take shel­ter, nem toda a gente caiu no engodo…” é precisamente cair no engodo. Que raio de engodo é esse? Concordo quando se refere que não é nada de extraordinário; discordo, em absoluto, quando se refere que é uma espécie de filme de “domingo à tarde”. É aceitável, escorreito. Há tão poucos geniais que ficaríamos reduzidos a nada.

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    • Não estou a querer ofender quem quer que seja, Bruno… mas parece-me que o “sucesso” de Jeff Nichols diz bem do estado das coisas hoje, uma paisagem de terra queimada. Cineasta “médio”, atribuem-lhe aquilo que o seu cinema, quanto a mim, não aguenta. Com algum desespero, queremos encontrar nele (ou noutro que possa servir os nossos fantasmas e tratar da nossa decepção de espectadores) o que o “mainstream” de hoje não consegue dar. Ele bem fala no cinema dos 70s (andamos todos com nostalgia do “mainstream” dos 70s…), mas nos 70s ele seria nota de rodapé. é cinema que não arrisca, que nunca deixa a zona de conforto ou os formatos. Nao vejo ali um “universo” que se apresente de forma incontornável, que diga: “Cheguei!”. O novo filme é simpático, sim, mas como um (tele)filme de domingo. E infantil. Isso pode comover-nos ou aumentar o nosso cepticismo. Confirmou o meu – cepticismo.

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