Cronenberg e o filme da sua crise

 

Alguma coisa vai ter de acontecer, para se travar a aceleração do tempo.

Na sua limousine-sarcófago, a caminho do barbeiro, Robert Pattinson – cheio de ennui – espera o inevitável, que ameaça a partir das ruas. O dinheiro perdeu o fio de narrativa, só se sabe narrar a si próprio. Alguma coisa terá de acontecer, porque o futuro se tornou insistente e o mundo demasiado contemporâneo.

Don de Lillo foi premonitório há dez anos, com “Cosmopolis”: A CRISE. O cinema de Cronenberg também, há algum tempo. Agora só se narra a si próprio, diz o que já nos tinha mostrado. Precisa que alguma coisa lhe aconteça. “Cosmopolis” é, por isso, o filme da sua crise

 

 

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