Quando já ninguém está a olhar para ver… Alexandre Oscar Dupont de Nemours

 

Cheio de (impossibilidade de) vida, porque já ninguém está a olhar para ver. E quando ninguém está a olhar, nada há a perder, já se perdeu tudo, fica a vontade extrema, terminal, de voltar a sentir e pode-se ir até ao fim, da autocondescendência, da paródia,  da coragem, do monumento aos mortos pessoais… e fazer um filme destes.

Em que uma das primeiras imagens é a de espectadores de cinema congelados, fantasmas, já cegos, provavelmente mortos. “Holy Motors” não abandona essa provocação, como uma invectiva, até ao fim. Precisa que se continue a olhar.

Kylie Minogue suicida-se no local onde Léos Carax em tempos se “suicidou” (La Samaritaine, a Pont Neuf, que o realizador reconstituiu para “Les Amants du Pont-Neuf”).

Eva Mendes embala um Denis Lavant em estado de erecção.

Léos Carax (Alexandre Oscar Dupont de Nemours) dedica-o a Katerina Golubeva…

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