Rita Blanco em “Amour”, de Michael Haneke

“A minha relação com os filmes do Michael Haneke é a mesma do que com os filmes de João Canijo. Não são o meu género, mas são universos que entendo. Sinto no Haneke uma frieza no rigor. Está tudo limpo. Não há sentimentos a mais, não há excessos. Vai directo ao assunto. Isso é tudo o que quero ser como actriz.”

e ainda

“Nunca tive um papel tão pequeno. Normalmente estou nos filmes para o projecto. E a personagem nem é uma verdadeira personagem: serve para mostrar que há vida lá fora, que aquele casal está barricado com a morte lá dentro- aquela é a recta final de um caminho que todos fazemos. E, sim, estive de fora como actriz. Cheguei de pára-quedas a um filme com personagens densíssimas. Mas o facto de saber que ele me quis permitiu-me sentir que ia brincar um bocadinho.”

e ainda

“Possivelmente o Haneke nunca vai perceber que eu poderia fazer um filme dele. Fazer um papel daquele tamanho libertou-me, mas também me limitou. Neste momento a Rita Blanco que ele tem na memória já não é a do Ganhar a Vida, é a deste filme. Ele nunca vai saber. Mas seria incapaz de lhe dizer: ‘Gostava de filmar outra vez contigo.'”

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