Ano Grande Brasil

Brasil

  • Stephan entrou no jornalismo com a ajuda de Edith Piaf

    Como é que um jovem meio brasileiro meio francês se torna repórter de trânsito? Caindo no buraco – literalmente – e cantando Edith Piaf.

    Stephan Rozenbaum queria muito fazer jornalismo, mas as coisas não estavam fáceis. “O meu problema foi ter feito faculdade em França. Você volta para o Brasil e não tem contacto nenhum. E jornalismo é um sector em que sem contactos você tem dificuldade. Não vai ver anúncios procurando jornalista.”

    Mas aí alguém o desafiou a ir ao programa Quem Fica em Pé – perguntas e respostas, até cair. Ele aproveitou e fez de tudo, disse piadas, cantou Non, je ne regrette rien, e, inevitavelmente, no final caiu no buraco.

    Mas aproveitou bem o tempo antes da queda, e o pessoal reparou nele. Depois foi começar a mandar emails para o departamento de Relações Públicas, falando da Copa do Mundo e do seu desejo de trabalhar no desporto. Até que, sim, havia uma vaga no grupo Bandeirantes. Não era exactamente no desporto, era no… trânsito. Stephan não se atrapalhou: “Opá, vamos nessa!”.

    Fácil? Nem pensar. “Você entra ao vivo a cada cinco minutos, não pode escrever o texto”, e tem de saber o nome de todas as ruas. E ainda, num dia como este, tem de dar boleia e entrevista a duas jornalistas do PÚBLICO. Sem problema. Com banda sonora de Chico Buarque e Edith Piaf, viajámos com Stephan pelo trânsito de uma manhã de São Paulo. A reportagem em breve no PÚBLICO.

Comentários