Euphydryas aurinia – Ciclo de vida

  • Euphydryas aurinia (Rottemburg, 1775): IUCN Red List 2012.2 Status: Least Concerned (population trend: decreasing); Anexo II da Directiva Habitats; Anexo II da Convenção sobre a Vida Selvagem e os Habitats Naturais na Europa (Convenção de Berna)

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A Euphydryas aurinia (Rottemburg, 1758) é uma espécie ameaçada na Europa Central mas continua a ser considerada bastante comum em Portugal e Espanha tendo como plantas hospedeiras as madressilvas (Lonicera sp.).  Em Portugal, as espécies do género Lonicera existentes são: Lonicera implexa, Lonicera etrusca, Lonicera periclymenum (prefere solos húmidos). As três espécies são indiferentes edáficas e toleram bem diferentes tipos de exposição solar, aparecendo potencialmente em zonas húmidas, florestas de folhosas e sistemas agroflorestais de Quercus sp. Em contraste na Europa Central, as plantas hospedeiras desta espécie são herbáceas (Succisa sp. e Scabiosa sp.), com um menor potencial de crescimento e de aumento de biomassa, comparativamente com as madressilvas.

Por ser relativamente comum no nosso país pode ser considerada um modelo ecológico para prever consequências de alterações do aumento da fragmentação da paisagem. Estas alterações podem traduzir um risco efetivo para a espécie sendo muito importante o investimento em estudos sobre o seu habitat a nível regional e do comportamento de dispersão da espécie.

Relativamente ao ciclo de vida, a Euphydryas aurinia voa de março a junho até aos 1000m de altitude, requerendo essencialmente mosaicos de floresta aberta para reprodução e zonas de prado para a fase adulta (ICNB, 2008). Os ovos são colocados em grandes grupos sobrepostos em meados de maio e duas semanas depois eclodem. As lagartas são gregárias nos primeiros instares e constroem logo uma teia. São mais ativas durante o dia, pois vão saindo da teia para se alimentarem e à noite ou quando a tempo arrefece voltam novamente para a teia. No final de agosto, princípio de setembro, as lagartas já estão no 4 instar e entram em hibernação num ninho já maior e assim ficam até ao início da Primavera, em meados de março. Quando as lagartas acordam voltam a alimentar-se mas em grupos cada vez mais pequenos. No quinto instar, tornam-se solitárias e começam a procurar um lugar para crisalidar. A fase da crisálida dura cerca de duas semanas e o adulto eclode no início da primavera. Quando esta estação começa por ser muito quente e seca, alguns parasitas específicos desta espécie como as vespas, desenvolvem-se mais rapidamente e eclodem mais cedo que o esperado, infetando muitas lagartas de Euphydryas aurinia ainda em crescimento.

As fotos em baixo foram tiradas no passado dia 13 de março de 2015 na região da grande Lisboa. Como é uma espécie protegida por lei, não a temos para exibição ao público no Borboletário.

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