Humor francês

Houve um filme, há uns anos, “Bem-vindos ao Norte”, que foi acusado de tipificar o humor francês pelas suas piadas ligeiras, superficiais e só compreensíveis em certas zonas do hexágono.

O teatro de Sophie Perez e Xavier Boussain parece ser o equivalente teatral. Once Gourdin, uma alegoria sobre a ficcionalização teatral, feita por um grupo de actores que faz de ogres que vivem debaixo do Cloitres des Celestins, um dos espaços do festival, que ouvem a voz de Jean Vilar, fundador do festival, adormecem ao ouvir textos de Paul Claudel e Olivier Py, o próximo director do festival, e imitam En Attendant, a coreografia que Anne Teresa de Keersmaeker apresentou, o ano passado, no Cloitre des Celestins, durante o festival.

Partem coisas, lêem textos, são escatológicos, cantam e insultam-se. As pessoas riem. Eventualmente delas próprias. Não pode ser, certamente, do espectáculo.

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