Acordo desortográfico

 

 

1. Quando vim morar no Rio de Janeiro achava que a língua portuguesa era uma só — e que herança para nós, portugueses, 190 milhões falarem-na deste lado do Atlântico. Um ano e meio depois a herança cresceu, mas já não tenho a certeza de que seja uma só língua. Fui vendo como ela se bifurca além da ortografia, e desse ponto de vista a polémica em torno do Acordo Ortográfico parece-me tão desfocada quanto o acordo foi escusado.

 

2. Em Portugal, reacendida pelo mais veterano dos cruzados, Vasco Graça Moura, a polémica transformou-se numa reconquista da língua e avança com paixão. Nas últimas semanas chegaram-me vários sinais dessa paixão por ter eu publicado um livro seguindo o acordo.

Primeiro, em mais do que uma sessão tive de responder se me rendera, visto que neste jornal não sigo o acordo. Como os leitores do Público sabem, este jornal não segue o acordo mas tem colunistas que o seguem e isso aparece assinalado. Não é o meu caso nem imagino que venha a ser, hei-de continuar a escrever acto e facto e enquanto o Público quiser assim será publicado. Mas noutro meio ou em livro não farei o editor não seguir o acordo, tal como não quero que me façam segui-lo.

Às sessões sucederam-se simpáticas mensagens com um P.S sobre a aplicação do acordo. Um leitor do livro rematou: “Foi pena não ter sido impresso em português.” Uma leitora deu-se a este trabalho: “….  corrigi todas, todinhas, as palavras de acordês para português. Com esferográfica.”

Só de imaginar, eu gostaria, claro, que o acordo fosse fulminado por um raio, junto com o dia em que alguém se lembrou de o inventar.

 

3. O que separa Portugal e o Brasil não é a ortografia — é a sintaxe, a fonética, o vocabulário, o clima, a paisagem, o temperamento, acima de tudo a história. Por isso é que, ao mesmo tempo que o acordo nunca me pareceu tão absurdo, a polémica em torno do acordo nunca me pareceu tão fora de foco. A ortografia é o menor dos nossos desacordos, seria preciso um acordo desortográfico: para tudo o que começou a bifurcar no momento em que os colonizadores portugueses aqui puseram o pé.

Então já que infelizmente o acordo não vai ser fulminado por um raio, que tanto dinheiro foi investido em livros e formação, que o Brasil o está a aplicar e isso são 190 milhões de pessoas, Portugal não podia desviar um pouco da energia anti-acordo para o que realmente nos separa, a começar pelo drama dos vistos, que faz com que tantos portugueses estejam ilegais no Brasil ou tenham de se ir embora?

 

4. Por todo o Brasil sei de leitores para autores portugueses tão nos antípodas como Maria Gabriela Llansol e Adília Lopes. Publicam, ensinam, trocam, fazem. Há campo, há interesse e, agora, há dinheiro. Assim haja ideias, mas não vejo Portugal a fazer muito por isso. Em um ano e meio de Rio de Janeiro entrei apenas uma vez no Palácio de São Clemente, residência oficial do cônsul português. Foi na véspera da atribuição do Prémio Camões, num jantar para convidados. De resto, se algo mais ali se passou eu nunca soube.

Belíssimo palácio e jardim em pleno coração do Rio de Janeiro, numa rua onde todos os dias deve passar um milhão de pessoas, perto do metro e com vários ônibus à porta, o Palácio de São Clemente é um lugar de que os cariocas se esquecem, que não conta na vida cultural da cidade, que não existe. Como no poema de Herberto Helder, podia ficar na Arábia Saudita.

Será assim tão difícil montar uma programação regular com escritores de língua portuguesa num dos mais invejáveis espaços do Rio? O que é que o governo português ainda não percebeu? Se não tem dinheiro tem de o ir buscar a quem tenha.

O cônsul acaba de ser substituído e 2012, oficialmente, é o Ano de Portugal no Brasil e de Brasil em Portugal. Bom ano para começar, pensando que tudo o que há a fazer é não repetir o que está para trás.

 

5. A emoção de um dia ter chegado ao Viaduto do Chá, no centro de São Paulo, a maior cidade da América do Sul, e toda a gente falar português. Algo de nascença, que não precisa de tradução. Depois, ao correr do tempo, percebi aquele verso de Noel Rosa, “é brasileiro, já passou de português”. Língua que a meio bifurca e segue o seu caminho, para um lado Ipanema, para outro Madureira, para um lado gaúcho, para outro sertanejo, e ainda veio o Rosa, João Guimarães, virar o sertão do avesso.

A minha pátria são muitas línguas portuguesas. Rendição é um termo de guerra. Pressupõe resistência e depois desistência. Como nunca estive em guerra com o Brasil prefiro trespasse, no sentido sexual.

 

6. Mas nunca me habituei a ver cinema em línguas estrangeiras no Rio. Por exemplo Michael Fassbender em “Shame” legendado em “brasileiro”. Ou Tolstoi em “brasileiro”, qualquer tradução de prosa em “brasileiro”. Então páro mais uma vez diante da fantástica edição de “Guerra e Paz” traduzida por Rubens Figueiredo e penso que vai chegar o dia. Vai chegar, mas creio que para mim será sempre “brasileiro”.

Ainda recentemente, ao ler um poeta amigo argentino traduzido por poetas amigos brasileiros o que dominou a leitura foi a diferença: como em português de Portugal seria diferente.

A bifurcação, na verdade, está por toda a parte, informática, telemóveis, teclados. Com ou sem Acordo Ortográfico há que optar entre português do Brasil e português de Portugal. Por enquanto ainda há opção.

 

(Público, 15-4-2012)

22 comentários a Acordo desortográfico

  1. Cara Alexandra Lucas Coelho, tem razão em dizer que a ortografia é a menor das diferenças entre português europeu e português brasileiro. Só não percebo por que há de então perder tanto tempo com este pormenor e ainda defender o estado das coisas antes do pormenor entrar em vigor. E mais estranho ainda que recuse o acordo quando começa logo o texto por salientar inadvertidamente a grande diferença entre português de Portugal e do Brasil com a frase: “quando vim morar no Rio de Janeiro”. Não sei como a frase passou o crivo gramatical do editor: porque no português europeu as pessoas “vêm morar para o Brasil” ou “vêm no cruzeiro Rio de Janeiro rumo ao Brasil”. É um exemplo apenas, mas que ficaria bem não passar num jornal onde os brasileirísmos causam arrepios.
    Outro reparo: o acordo não obriga a escrever fato porque, de facto, o c facto não deixa de ser dito na oralidade. E só as consoantes que não são pronunciadas caem. Já não é a primeira vez que dá este exemplo e por isso corrijo-a aqui.
    Por fim, o seu texto espelha o fenómeno de aculturação em que viveu este último ano e meio. Claro que há poetas brasileiros a enaltecerem o facto de serem algo mais – ou menos – que portugueses. D. Dinis pôs um povo a escrever em português e também deu o mote a escrever poemas que se diferenciavam do galego, do leonês ou do provençal. Penso que nessa altura Portugal teria a mesma idade que o Brasil tem hoje, jovem, imberbe, ainda sem saber o queria e iria ser no futuro. Só que os poetas brasileiros continuam a armar-se diferentes em português. O que me leva a crer que boa parte dessa teoria da bifurcação não é mais que ideologia misturada com emoção: De um lado um país anquilosado que vê na língua o último reduto do império que lhe caiu em sorte; e do outro um país jovem com uma vontade enorme de se diferenciar, que recebeu sucessivas vagas de imigrantes que nada têm a ver com Portugal e que se pudessem não falavam essa língua de Camões…
    E são esses mesmos brasileiros que mal chegam à Europa que dizem que falam uma língua diferente do português, ignorando a sua história e ignorando que estas querelas existem no castelhano e no inglês multiplicadas por números bem maiores. Só que nenhum espanhol nega que um mexicano fala castelhano apesar de não perceber peva do que diz o ex-colonizado – e acredite que não percebe mesmo. E o mesmo se passa entre entre um senhor de Los Angeles e outro de newcastle, ou do norte do brasil e do sul do Brasil (será suficiente para a secessão?) e por isso há acordos ortográficos: pelo menos na escrita haverá maior probabilidade de entendimento.
    Uma coisa é certa: os portugueses têm de desempoeirar se quiserem ter uma língua viva e universal e perceber que São Paulo é mais poderosa que Lisboa. E os brasileiros deveriam respeitar um pouco mais a sua história e perceberem que só num terço da historia o brasil é brasileiro – nos outros dois terços foi português. Talvez nessa altura aprendam a fazer traduções. E deixem de pôr em causa o que falam.

    Responder
    • Caros Hugo Pereira e Alexandra Lucas Coelho:
      Costumo ler os textos desta autora pelo prazer de me deparar com a boa escrita e com uma abordagem sensível, que lhe permite perceber as diferenças sem os preconceitos e maniqueismos que percebemos em grande parte dos artigos que hoje vemos sobre as questões que abordam as diferenças entre Brasil e Portugal.
      Mas, confesso, esse tema já está me cansando, sobretudo pela carga de rancores e recalques que traz. Eu sou um “lusodescendente” (para mim isso cheira quase a neologismo). Ou seja, sou um brasileiro, cujos avós vieram para esta terra fugindo da total falta de perspectivas em um Portugal opressor, provinciano, salazarista. Mais do que oportunidades, aqui encontraram um abrigo, se sentiram em casa (tamanha a quantidade de portugueses que vivivam no Rio de Janeiro), mas também aprenderam a conviver e a gostar de vizinhos negros, judeus, alemães, sírios, e toda essa miríade que forma o povo brasileiro. Alguns tios casaram com negras, de forma que minha família hoje é multicolorida. Muitos vivem no Rio; outros, em Goiás, falam com o “erre” dobrado caipira que tanto diverte aos cariocas. Meu avô dizia que o Brasil foi uma mãe, uma nova mãe, grande e generosa, apesar de todos os seus propalados problemas.
      Hoje, quando leio esses artigos e esses comentários, o que penso é que Portugal é uma referência cada vez mais distante na constituição da sociedade brasileira. Pouco se fala, pouco se interessa por Portugal. Portugal passou. Mais do que isso, há um certo sentimento de ingratidão, que pode ser resumido na fala de minha cunhada, também “lusodescendente” de quatro costados. Esta, ao procurar trabalho em Lisboa nos anos 90, foi tratada com desdém. Ao voltar, me disse: “Como é que pode? Meu pai foi tão bem acolhido, e eu, tratada como puta”. O deslumbramento pelo dinheiro europeu fácil deu nisso.
      Eu acho que se poderia falar de um Brasil “70% português” há uns cem anos atrás. Hoje, a própria historiografia e as ciências sociais reconhecem uma nação de múltiplas origens, onde uma superfície representada pela língua convive com representações de origem africana e indígena (mesmo estas, múltiplas), asiáticas e de outras nações européias, gerando uma dinâmica própria, rica, vigorosa e criativa. Neste sentido, acho que deve-se rediscutir o AO. Há autores brasileiros que pensam hoje o “brasileiro” em uma espécie de comunidade de línguas independentes, mas próximas, que incluiria também o português europeu e o galego.

      Responder
      • Caro André Meirelles dou-lhe toda a razão. Os brasileiros não têm Portugal por referência – mas também não querem ter e penso que acima de tudo isso se deve a questões ideológicas.
        Gente estúpida há em todo lado: aqui há gente mesquinha e pequenina que trata mal os brasileiros e no brasil o português serve de anedota contada por tanta gente que nunca esteve em Portugal… E nesse mesmo brasil há um museu da língua portuguesa que não tem exposições de autores portugueses. A estupidez consegue coisas tão incriveis quanto as que acabei de descrever. A ponto de nos esquecermos que estamos aqui a debater ideias em português – com mais ou menos acentos ou consoantes, mas português, legitimo, multicolor, mas único. E só por casmurrice e irreverência um brasileiro letrado não concorda com este facto. E também porque não sabe o que se passa com o espanhol, o francês e o inglês.
        O resto é folclore de país colono contra colonizado e vice-versa … ou então tenho de concluir que os brasileiros desistiram do português e querem inventar uma nova língua porque decididamente não conseguem falar melhor que nós nesta em que agora escrevo. Só que ainda falta muito para que consigam criar esse tal idioma brasileiro… Que hoje não existe digam lá o que quiserem e façam o que quiserem … Hoje o brasileiro apenas é português falado doutro jeito. Ser brasileiro e negar isto é negar a história do Brasil. Cumprimentos

        Responder
        • Meus cumprimentos, caro Hugo Pereira.
          É bom debater com pessoas de bom senso e com abertura cultural. A internet tem sido um espaço onde se espalham agressões e maniqueísmos, em grande parte de pessoas que se protegem sob pseudônimos.
          O que proponho a você (e, de forma mais ampliada, àqueles que nos lêem neste foro proporcionado pelos maravilhosos textos de Alexandra Coelho) é que portugueses e brasileiros talvez cometam um erro em ver aos dois países sob o olha de suas respectivas nações.
          O que quero dizer é que o Brasil, tendo nascido da colonização portuguesa, e falando português (ou o “brasileiro”, como queira), desenvolveu ao longo de séculos uma dinâmica cultural própria, que incorporou vários caudatários. Há, no entanto, alguns muito interessantes, que merecem ser pensados. Para não ser cansativo, vou citar alguns:
          – a forte influência de um português não totalmente emancipado do galego, nas áreas de colonização mais antiga, como o nordeste. Lá, esse “galaico-português” se fixou e até hoje alimenta expressões como “Ó xente”, amplamente utilizadas.
          – o desenvolvimento de uma língua franca, o “brasílico” (também chamado em algumas áreas de “nhengatu”) mais utilizado do que o português nas áreas interioranas do sudeste até o século XVIII, quando foi proibido. Esta língua, no entanto, criou grande parte das formas do falar brasileiro do interior, o “caipira”: como ela não possuía nem “r”, nem “l” (e nem plural nos substantivos), a fala de milhões de pessoas apresenta peculiaridades muitíssimos interessantes.
          Não é um “português errado”: é um outro português, fruto de uma vivência histórica secular, que envolveu lutas e convivência entre colonizadores, índios e negros.
          Vou te presentear com dois clássicos dessa cultura caipira, o “Cuitelinho” (beija-flor) e “Romaria”. Caso queira ouvir, creio que gostará muito.
          Grande abraço.

          http://youtu.be/wuq0VYEf4nc

          http://youtu.be/E3Uaqd4CCR8

          Responder
  2. num texto em que se pode estar “fifti fiti” de acordo, é preciso relevar que a “aceitação” já traduz de algum modo, submissão, “rendição”. A pátria é um território uno e indivisível, seja na língua como nos rostos, sons, e até nos cheiros – a “paisagem” toda. Quando se revelam muitas “pátrias” no interior de nós, ao mesmo tempo, estamos a obscurecer a pátria/berço. Os brasileiros nunca gostaram de falar português e esforçam-se por criar o brasileiro, como é reconhecido e denunciado por “gente fina da cultura” brasileira, e contando com os “malacas” para nos levarem a reboque. O “acordês era escusado de facto, mas há uns “espertos” de regime, que se acham autorizados a escaqueirar a identidade de um povo vestido de escrita e de fala – o traje completo, o mesmo com que se vestiram autores como Saramago, e tantos outros e tão bons. Todos os “malacas” deviam ser varridos para debaixo do tapete das asneiras acumuladas de que se tornaram sinónimos – tal como “Estorvo” de Chico, que não consigo ler, porque não entendo patavina de brasileiro.

    Responder
  3. É dentro da diferença, da diversidade, da multiplicidade, dos cruzamentos que a língua portuguesa se projeta, se expande, se fortalece. Há que dignificar a LÍNGUA, a sua história, a sua cultura. Não deve haver sobreposição de uma língua materna sobre outras línguas maternas.Não há lusofonia mas sim várias vozes que falam o português no mundo. Somos uma voz com muitas vozes.A língua é de quem a fala, de quem a expressa. Como dizia Eduardo Lourenço: o que importa não é apenas a língua que falamos, mas como somos falados por essa língua. Há que relembrar que milhões de falantes da língua portuguesa vivem em exclusão cultural, cívica, social. Vivem ou SOBREVIVEM em ambientes de profunda segregação-desqualificaçãoetcetec. não existem estatégias geolínguisticas para uma afirmação internacional da nossa língua. NÃO existem estratégias para projetar Portugal como um país moderno. Existe no Brasil ainda uma imagem rural-folclórica-pobre de Portugal. Sobre o tal acordo…,…vejo aqui algo interessante: a discussão sobre uma língua que é de todos nós…um exemplo: é urgente destruir verdadeiramente as barreiras culturais entre Portugal e o Brasil, a literatura actual do Brasil é substancialmente desconhecida em Portugal e a literatura actual portuguesa é apresentada no Brasil sobretudo através dos autores da correnteza mercadológica” salvo boas excepções”. Há que realçar que muitos poetas-artistas portugueses que dignificam e dignificaram a língua portuguesa ainda vivem “exilados de Florença”… É urgente potencializar a transmigração das várias vozes da “portuguesia” e combater a involução. O português é uma língua com “disseminação planetária”. Precisamos de fortalecer e diversificar a comunicação e a partilha. Os escritores precisam de se ligar ao outro num processo de reaprendizagens mútuas. Este mundo relacional faz parte do renascimento da conversação onde todos nós interrogaremos os mistérios da Natureza, a impulsão do universo e a condição humana.

    muito há a dizer ..muito…sobre estes fenômenos da desterritorialização-trasterritorialização e fluxos da língua..e sobre o ” el fronteirizo da língua”…onde se encontra a verdadeira transformação…e não nos “ditos acordos”….

    abraços

    Responder
    • E…no ” el fronteirizo”…é urgente pensar nas várias vozes da língua portuguesa no sentido antropológico da palavra… quais as políticas de aproximação, de transversalização, do hibridismo entre os povos da língua portuguesa e os povos de outras línguas?????

      como reagir a esta fissura incicatrizável??como potencializar o diálogo com as línguas de fronteira..”o doble chap” que se verifica por ex. na bacia d rio de prata onde vivem milhões de pessoas ( brasil, argentina, uruguai etc), …a a correnteza da hibridização da língua( possivelmente…futuramente ..onde irá caminhar de uma forma substancial a língua portuguesa em intersecção com o espanhol,as línguas africanos, o portunhol( que nao é nativo, nem espanhol, nem português ..mas sim é a língua mais falada na fronteira do rio grande do sul), os dialetos de base portuguesa-hispanizada etcetc)…este quadro linguístico ou plurilinguístico, heterogêneo…estes entrecruzamentos que envolvem milhões de pessoas e que cresce exponencialmente….não será tudo isto uma reterritorialização da língua-em-metamorfose ….

      uma sugestão…amigos e amigas ..???muito obrigado

      luis de serguilha

      Responder
  4. Caros Alexandra, Hugo Pereira e Luís de Serguilha: em algumas áreas do nordeste brasileiro, de colonização mais antiga, preservou-se algo que pode ser considerado quase um dialeto do galaico-português. Em todo o nordeste a expressão “Ó Xente!” exprime surpresa, espanto. Recentemente, o músico galego Carlos Nunez gravou um belíssimo disco explorando essas raízes. Escutem isso, por favor: “Arrumação” do grande compositor Elomar Figueira, lá de dentro do imenso sertão da Bahia. Se vocês quiserem, mando a letra (e, se preferirem, com tradução!).

    http://youtu.be/f8l2s1nnH_o
    Grande abraço!

    Responder
  5. ANDRÉ MEIRELES…É ESSA CORRENTEZA que nos fortalece….há que entrar no verdadeiro MUNDO da língua …antropologia-do-devir…estar-devir poético

    obrigado

    Responder
  6. sempre houve e haverá “estropiadores” de línguas feitas de palavras que povoam a “fala” e dizem povo. E como eles se entendem ao entenderem a “diversidade” linguística desejada “unicidade”. E como o “dizer” deles torna-os eruditos, só que pouco sabidos e achados…!

    Responder
  7. Ó “MeireLLLLes”, não te esforces em mandar a letra de uma composição com tradução, porque feita por ti iria dar na mesma “marmellada”- intragável… ou só para sertanejo consumir.

    Responder
  8. ” Ó meirellles” se tu não entenderes o que digo eu mando-te(se preferires) uma tradução com desenho. Ridícula claro, como aquela que tu achas que devias mandar de uma LETRA de um cara, para a gente poder entender, senão não vamos lá, como está implícito na tua proposta.

    Responder
  9. Admirável Alexandra, o teu “artigortográfico”, não reunindo consenso, gera polémica, como é tua intenção. O mérito é teu e só teu. Mais do que o tema (re)tratado e divisor, convocas para a mesa de discussão, nomes sonantes, tão sonantes e “esnobes”(!) que alarmam os “simpLLes e anaLLfabetos” como eu… e a dobrar – mira só!
    P.S.- leio o Mundo Deportivo e o que leio?
    “Brasil es una mierda…”
    -“romário, exfutebolista, y actual diputado federal do brasil, sin pelos en la lengua”. o meireLLLes deve conhecer este gajo, que não é de confiar.

    Responder
  10. Eu creio ler bem o português de Portugal e também não entendi nada que o Jakim Moura quis dizer. O diálogo entre os outros participantes estava de bom nível, com contribuições e uma ironia divertida, que este cidadão, verdadeira besta, não conseguiu entender, porque, ao que me parece, se constitui no estereótipo do português burro e ignorante. Caros Alexandre, Luís, Hugo, e André, ignorem gente deste tipo.

    Responder
  11. …diz ele, o jorge, tentando juntar-se aos cardeais da treta: “eu creio…” (e parte para o insulto próprio dos atrasados mentais) – uma questão de fé, está visto. Não enxerga que precisa de ler mais e de não pensar tanto, senão dá cabo da mona.
    -” é tudo tão som que tudo tão só se ouvi(u) em ruídos…”

    Responder
  12. acima de tudo concordo com o não ser um problema de ortografia, mas sim “é a sintaxe, a fonética, o vocabulário, …” Aos restantes “desacordos” , a que chama “pátrias”, chamo-lhes riquezas. Acho que estou de acordo. Obrigado pelo texto

    Responder
  13. “Mas noutro meio ou em livro não farei o editor não seguir o acordo, tal como não quero que me façam segui-lo.”

    E eu a pensar que nestas coisas havia uns seres que se chamam “leitores” e uma coisa que se chamava “respeito pelos leitores”

    Mas parece que, afinal, o editor está primeiro.

    Por mim, serei um feliz seu ex-leitor.

    Responder
  14. Pingback: Acordo Desortográfico | ma-schamba

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>