Em casa de Lygia

1. O motoqueiro

 

Manhã de 25 de Abril, Outono cinza em São Paulo. Uma rua nos Jardins, bairro chique, prédios com grades, uma torre. Esta já era a morada de Lygia Fagundes Telles quando aquilo aconteceu, uma noite.

Foi a meio dos anos 90. Ela voltava do cinema a pé e sozinha. Seu grandíssimo amor, Paulo Emílio Sales Gomes, morrera havia muito. Inverno, ruas desertas, dois quarteirões para chegar a casa. Eis senão quando uma moto lhe rugiu pelas costas. Lygia teve medo de virar a cabeça, apressou o passo, ouvindo como o motoqueiro abrandava para a seguir. No último quarteirão começou a correr. Estava certa de que ia levar um tiro, mas pelo menos lutaria. Até que a moto a ultrapassou, parando em frente. Então, em vez do tiro, veio um grito:

— Eu te amo Lygia Fagundes Telles!

Um miúdo, cara escondida por um capacete.

— Eu te amo, Lygia! Eu te amo!

E com um rugido desapareceu.

Em casa, Lygia afundou-se numa poltrona a soluçar. Mas de repente viu naquele encontro o nó da escrita: medo e paixão. O motoqueiro era o seu leitor.

“A Noite Escura Mais Eu”, o livro que escreveu nesse Inverno, é dos melhores exemplos. Basta ler o primeiro conto, o devastador “Dolly”, para entender o grito do motoqueiro. Aos 88 anos, Lygia Fagundes Telles será a mais amada escritora viva do Brasil.

E, como veremos, continua linda.

Mário de Andrade — monstro do canône brasileiro, por ter fundado a poesia moderna com “Paulicéia Desvairada” e por ter escrito o romance “Macunaíma” — perguntou-lhe um dia o que preferia ela, que a vissem como inteligente ou como linda? Lygia era mocinha e claro que respondeu inteligente, e claro que Mário de Andrade lhe chamou bobinha, rindo como só um feio ri da própria tragédia.

Foi isto durante um chá na Confeitaria Vienense da rua Barão de Itapetininga. Lygia chamou-lhe “um estranho chá”, e acabou mesmo por dar esse nome a uma colectânea de crónicas: “Durante Aquele Estranho Chá”. O chá que ela, mocinha, desconfiada como toda a paulistana, tomou com o mais amigável dos Andrade na vanguarda literária. Do outro, o do “Manifesto Antropofágico”, o “veemente” Oswald, Lygia tinha um bocadinho de medo, mas guarda memórias de dias encantados em casa dele, as meninas bebendo guaraná, os rapazes cerveja, a ouvi-lo.

Uma vida tão longa, 88 anos, dá memórias de muitos monstros, dentro e fora da literatura, do baiano feliz Jorge Amado ao baiano alado Glauber Rocha, profeta do Cinema Novo que “assumiu a maldição de se interessar pelo passado do Brasil”, que ao Brasil não interessa “porque é atraso e miséria”.

E fora do Brasil, memória por exemplo de Jorge Luis Borges, que sentado a um canto depois de uma homenagem em São Paulo sussurrou a Lygia que sonhar era tudo, e para provar contou a história de um amigo que se matara porque deixara de sonhar. Ou ainda Sartre e Beauvoir, que levaram Lygia a esta ideia: “A imortalidade seria a morte da própria vida. Só a ideia de que vamos morrer um dia, só essa ideia pode fazer a nossa existência mais feliz.”

Ela sobreviveu a todos estes desaparecimentos, e a outros, pessoais, verdadeiramente dolorosos: Paulo Emílio, seu segundo marido, Goffredo, o filho único.

Entrou para a Academia Brasileira de Letras, ganhou o Prémio Camões, a Companhia das Letras está a reeditar os seus livros com novos posfácios (como o do crítico José Castello, que lembra a história do motoqueiro) e a Cinemateca de São Paulo dedica-lhe neste momento uma homenagem pelos 88 anos recém completados.

Mas o mais espantoso é como os contos se mantêm lancinantes e a voz se mantém apaziguada. Assim foi ao telefone, caída a repórter de pára-quedas, sem carta de recomendação, e assim será agora, numa saleta de trabalho perfeitamente ordenada, no 13º andar. Uma gentileza que não é boa-educação, é bondade.

Lygia Fagundes Telles podia ter sido (chegou a ser) uma atleta, como podia ter sido (chegou a ser) uma jurista. Não tem a sombra que pairava sobre Clarice Lispector. Tudo nela parece claridade. Uma mulher de coração claro que toca o nosso coração escuro.

Dizem que escreve de cabeça, e é assim que fala, a ver o que não se vê.

 

2. A casa

 

Lá em cima, à porta, há uma tábua com o cartaz de uma exposição, “A Mensagem Bíblica de Chagall”.

A empregada abre a porta. Fica logo à direita, a saleta. Várias mesas de trabalho, jornais do dia, estantes com fotografias, desenhos e pinturas nas paredes. A anfitriã está de pé, de costas. Depois volta-se, camisa às riscas, gravata de seda, olhos cheios de luz, sorridente.

— Querida, eu preparei uma entrevista para você.

Sentamo-nos a uma das mesas, a que tem uma cadeira especial porque há uns meses Lygia partiu a perna direita. Tem estado a recuperar.

Ela pega numa pasta. Tira umas folhinhas manchadas de ferrugem, presas com um “clip”: “Armas de João Álvares Fagundes.”

— Um português me mandou isto. O meu Fagundes é de Portugal.

Esboço de uma árvore genealógica.

Depois abre uma caixa de DVD. É o filme que o filho, Goffredo Telles Neto, fez sobre ela em 1993.

— Ele estava casado com a filha do Glauber, a Paloma…

Que produziu o filme.

Lygia está a oferecer uma cópia à visitante. Tudo o que está na pastinha é para a visitante, menos a árvore genealógica: o filme, quatro páginas dactilografadas e anotadas à mão com a sua biografia e três páginas com a “entrevista” que ela esteve a preparar, também minuciosamente anotada à mão.

— Leia. É que vou ter de sair para a fisioterapia…

Uma defesa contra a repetição das mesmas perguntas, ano após ano. Ainda este fim-de-semana Lygia Fagundes Telles foi capa do caderno cultural da “Folha de São Paulo”. Teria sido muito fácil dizer apenas que não a mais um jornalista. Em vez disso, marcou um dia e uma hora e dedicou o seu tempo entretanto a fazer de um não uma espécie de sim.

Então a visitante agarra e lê, na esperança de que a conversa depois possa continuar.

 

3. A biografia

 

Nascida em São Paulo, Lygia cresceu a saltar de lugar em lugar, pelo interior do estado, porque o pai era delegado do ministério público. A mãe, pianista, tocava num Bechstein que o pai dela mandara vir da Alemanha. Avô rico, filho doutor, neto medigo, repetirá Lygia muitas vezes, ao longo dos anos: “O mendigo sou eu.”

Sempre aflita de dinheiro nos tempos da faculdade, quando a família voltou para São Paulo-cidade, estudou Direito e Educação Física. No filme realizado pelo filho aparece ágil, de biquini, uma bela atleta.

Carlos Drummond de Andrade e Erico Veríssimo são os grandes incentivadores da sua estreia literária, mas Lygia acabará por rejeitar tudo o que publica até 1954, ano do romance “Ciranda de Pedra”. O decano dos críticos, Antonio Candido, considerou-o como marco inicial e Lygia adoptou a opinião.

Esse é também o ano do nascimento do filho único, Goffredo, que nesta saleta aparece numa fotografia radiosa, os cabelos em cachos como um sol negro. Era um homem belíssimo. Teve duas filhas, Lúcia e Margarida, que hoje são toda a descendência de Lygia.

O segundo romance, “Verão no Aquário”, sai quase uma década depois, em 1963, ano em que Lygia casa com o segundo marido, Paulo Emílio Sales Gomes, nome central na história do cinema brasileiro. Juntos hão-de escrever o roteiro de cinema “Capitu”, a partir de “Dom Casmurro”, o clássico de Machado de Assis, esse mestre cheio de “coágulos de sombra”.

Em 1970 saem os contos de “Antes do Baile Verde” e depois o terceiro romance, o mais premiado e amado, “As Meninas”. Em Portugal, os leitores puderam acompanhar numa velha edição da Livros do Brasil os monólogos interiores de Lorena, Lia e Ana Clara (na verdade Ana Turva), três jovens brasileiras nos anos de chumbo da ditadura militar. Sexo, drogas e rock’n’roll, mas sobretudo aquela ânsia imaterial que faz arder as personagens de Lygia, até se matarem ou morrerem, serem abandonadas ou desaparecerem. Entre todas, as três “Meninas” são as que a autora elege como preferidas, sem deixarem de ser as que deram mais trabalho. Quando acabou o livro, amanhecia, ela estava sozinha numa sala e começou a chorar por ter passado tanto tempo com elas.

Seguem-se “Seminário dos Ratos” e outros livros de contos, até ao quarto e último romance, “As Horas Nuas”. E é já depois de dobrar os 70 anos que Lygia publica “A Noite Escura e Mais Eu”, assombrosa colectânea de histórias, como se, com o tempo, os seus olhos vissem cada vez melhor no escuro.

“Ah, a mentira das superfícies arrumadas escondendo lá no fundo a desordem”, escreve ela num conto. Idades desencontradas, impotentes, fracturas no real que chamam para outro reino, declives da loucura, do medo, do fim.

Ao contrário, as crónicas que reuniu depois em “Durante Aquele Estranho Chá”, são memórias alegres até na melancolia — com uma única excepção tenebrosa: a noite ao lado de Paulo Emílio em Teerão, quando escapam dos servidores do Xá e dão de caras com quatro enforcados.

É sempre interior, o território de Lygia Fagundes Telles, mas ela nunca deixou de ser política, “comprometida com a difícil condição de ser humano em um país de tão frágil educação e saúde”, como escreve na biografia. “Em 1976, durante a ditadura militar, integrou uma comissão de escritores que foi a Brasília entregar ao Ministro da Jutiça o famoso ‘Manifesto dos Mil’, veemente declaração contra a censura.”

 

4. A conversa

 

A visitante lê a “entrevista”, sentada ao lado de Lygia.

— São as perguntas que você tinha, querida? — quer saber ela, expectante.

Sim e não. Mas a visitante não tem, aliás, uma lista de perguntas, vem para conversar. Talvez as respostas “preparadas” possam encontrar-se pontualmente com essa conversa. Enquanto Lygia não tiver de sair, falemos sem guião. Por exemplo, as crónicas…

— Esqueça as crónicas, querida. São como uma espécie de sobremesa, sem dar o melhor de mim. O melhor são os contos e os romances. Aristóteles dizia que a História conta o que aconteceu e o escritor conta o que poderia ter acontecido. Quando eu era mocinha, li um conto, “Moço Audaz no Trapézio Voador” [de William Saroyan] e eu queria ser aquele trapezista, me atirar de um trapézio para outro sem rede. Eu gostaria de fazer isso, com coragem.

Outra ponta solta de conversa, a infância de terra em terra.

— Quando dei acordo de mim, eu estava pobre. Meu pai era jogador, jogava na roleta. Herdei dele o vício, só que ele era viciado em números e eu sou viciada em palavras. Eu ia para Santos [litoral paulista], onde havia um casino, ele mandava o garçon me dar uma taça de sorvete e ficava jogando…

Lygia faz a mímica de quem pega nas fichas e as vai colocando.

— Eu ficava triste porque ele punha muitas fichas no vermelho… Tinha uma frase muito boa, fumando o seu charuto; ‘Hoje nós perdemos, mas amanhã a gente ganha.” Isto é um jogador. Então eu digo: “Hoje o meu livro não deu certo, mas amanhã dará.”

As histórias que lhe deram vontade de escrever também vêm daí, da infância, histórias de horror.

— Eu era uma menina no interior. E havia essas pajens [amas]. Noutros lados chamam-lhes babás mas aqui era pajens. As minhas pajens, que eram mocinhas perdidas que minha mãe recolhia, me contavam histórias de horror, de mulas sem cabeça, de procissões de mortos onde as caveiras de vozes fanhosas iam cantando. Eu morria de medo mas adorava. Um dia, minha pajem faltou. Aí, eu inventei uma história e perdi o medo. Vi que todas as pessoas gostavam e fiquei poderosa. Eu não era mais a ouvinte. Eu era a que falava. Dominava o grupo. Ainda nem sabia escrever, inventava. Histórias terríveis, em geral. Depois comecei a escrever nos cadernos da escola.

Quando chegou à fase dos livros, Drummond e Veríssimo foram os dois encorajadores num mundo tão de homens como era o Brasil em fins dos anos 40.

— Leram-me, entusiasmaram-me, eram maravilhosos. Havia preconceito. A mulher não era considerada. O Trotski dizia que os que vão na frente são os que levam as rajadas no peito. Eu fui na frente, poucas moças escreviam. Levei rajada no peito. A mais importante revolução do século XX foi a da mulher entrando nas fábricas, nos escritórios, nas universidades. Sofri muito, muito, no começo da carreira. As pessoas não acreditavam. Mulher era para casar, ser rainha da casa, no máximo tocar piano. Mas escrever? Então eu lembro Rimbaud, grande poeta, homossexual: eu, Jean-Arthur Rimbaud, já cheguei ao máximo que um escriror pode chegar, agora só as mulheres. Ele considerava as mulheres videntes. “Il faut être voyant”. O lado feminino dele era muito forte.

A luz bate nos olhos escuros de Lygia, que está como se flutuasse, não hesitando numa palavra.

Foi muito amiga de Clarice. Há uma crónica em que conta uma viagem que fizeram juntas a um congresso na Colômbia. Lygia estava cheia de medo que o avião caísse. E Clarice impávida, porque uma cartomante lhe dissera que não morreria num “desastrrrre”. Ucraniana por nascimento, arrastava os “erres”.

— Ela dizia: “Lygia, você ri quando fala. Não ria senão não te respeitam. Eu não tenho um retrato rindo. Você ri de mais. Fecha a boca!” E eu dizia: “Mas Clarice, eu sou risonha…” E ela: “Não, não dê risada senão não te respeitam.” Olha aí a Clarice. Eu gostava muito dela. Nesse tempo, Clarice também não era aquela coisa… E era considerada de certo modo estrangeira.

Sophia de Mello Breyner, que teve tantos amigos brasileiros, conheceu?

— Sim, óptima poeta. Tem um filho que é um grande escritor, não é? Ela é uma grande escritora.

Mostra um papelinho onde anotou nomes.

— Os meus amigos portugueses: Urbano Tavares Rodrigues, Arnaldo Saraiva…

Depois levanta os olhos e tenta lembrar-se de um nome.

— Foi mulher do Urbano…

Maria Judite de Carvalho.

— “Tanta Gente Mariana”! É muito bom esse livro.

E daqui salta para Pessoa.

— Tenho paixão, paixão. Ele era estranho, não? Era uma pessoa embutida. Sabe que isso do “navegar é preciso” é uma antiquíssima frase romana. Uns marinheiros desembarcaram e não queriam voltar, com medo de morrer. Aí o comandante disse: “Voltem, viver não é preciso, navegar é preciso.”

E de Pessoa para a sua amiga Hilda Hilst, poeta morta em 2004, uma daquelas figuras “larger than life”, de incontáveis aventuras.

— Éramos muito amigas. Ela dizia: “Lyginha, essa profissão não dá dinheiro.” Foi no começo, quando éramos muito atacadas. Em Portugal também devia ser assim. Será que a Maria Judite não foi? Agora putas estão escrevendo livros. Mocinhas. Acabou o preconceito.

Paulo Emílio, o amado segundo marido, foi importante também nisso, contra o preconceito.

— Ajudou-me muito. Ele tinha uma frase muito boa quando eu me queixava: “Seu problema é real ou existencial? Real, eu resolvo, te levo na farmácia, no médico. Mas desespero, dor, luta, esperança, frustração, o medo da morte, o medo da ausência de Deus, aí você resolve em seus textos.”

Estiveram juntos até Paulo Emílio morrer, em 1977.

— Ele me chamava de Kuko. Ele dizia: “Kuko, eu não pude ter filhos, então o teu filho ficou sendo o meu filho.” Quando ele morreu o meu filho ficou desesperado. Eu me salvei escrevendo.

Conto e romance, como sabe o que cada coisa vai ser?

— No conto as personagens têm uma vida limitada. De certo modo nascem com vida própria. Já lá estão. Ao passo que no romance elas te pegam pelo cabelo, somos arrastados por elas. No romance, eu desapareço e entra Deus.

Lygia diz muito que tem paixão por Deus.

— Quando o meu flho morreu [em 2006] achei que Deus tinha-me abandonado. Depois pensei: fui eu quem o abandonou. Adoro Santo Agostinho: não poder viver sem a esperança de Deus. No desespero, acho que ele me abandonou, mas depois fazemos as pazes.

E ela, que sempre falou do Brasil como Terceiro Mundo, como o vê agora?

— O Brasil vai sair do Terceiro Mundo no dia em que tiver mais creche e escola e menos hospital e prisão. Tenho muita esperança na era Dilma, ela é boa. Já percebi que ela sabe que o povão está desamparado. A cultura no Brasil vai-se abrir com asas. Tenho a certeza de que vai sair do Terceiro Mundo. Uma mulher, hem? Olha a revolução!

Que pensa de Lula?

— Gosto dele, mas ao mesmo tempo fico triste. Ele devia ter estudado. É muito inteligente. É um vidente. Tinha de se recolher e estudar para o povo não se sentir igual a ele, pensando que não precisa de estudar para ser presidente. O cara no boteco tomando sua cachaça diz: “Olha lá, não preciso estudar, meu filho não precisa.” Ele tinha de dar o exemplo. Isso me dói.

Passou uma hora. Lygia não voltou a falar da fisioterapia. Mas não vamos estender a corda. Ela acredita que o que faz um grande escritor é o medo da morte. Acabamos com a morte?

— O medo da morte é o desconhecido. Ao mesmo tempo penso na ressurreição, na reencarnação. Há um filósofo grego que disse: “Pois já fui mancebo e já fui donzela, pois já fui um pássaro da floresta e já fui um peixe mudo do mar.” Então essa filosofia dá-me muita esperança, porque na reencarnação eu vou voltar. Não sei como, mas vou. Com Deus. Ele vai escolher por mim.

Nós não morremos, disse Guimarães Rosa, nós nos encantamos. Lygia gosta de citar essa frase.

Entretanto, temos os livros. “Me leia enquanto estou quente”, escreveu ela. “Não me deixe morrer.”

(Público, 8-5-2011)

5 comentários a Em casa de Lygia

  1. Cara Alexandra,
    o grande poeta brasileiro do modernismo é Oswald de Andrade. Rejeitado pelos acadêmicos até hoje…
    mais radical que o Mário.

    Responder
    • De acordo. O texto não diz o contrário. Quanto a ser rejeitado pelos académicos, pelo contrário. E este ano até é tema da Flip de Paraty…

      Responder
  2. Pingback: Morreu Lygia Fagundes Telles, a grande dama da literatura brasileira | sephatrad

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>