A revolução envelhecida e os vícios do vizinho

Por Luís de Sousa, Presidente da TIAC Faz hoje 38 anos, um grupo de militares pegou em armas para, como explicou na altura o capitão Salgueiro Maia, “acabar com o estado a que chegámos”. Esse movimento militar, depois entusiasticamente secundado pela população, pôs fim a uma longa ditadura que condenava Portugal e as antigas colónias […]

Enriquecimento ilícito: crónica de uma morte anunciada

Por Elena Burgoa, Luís de Sousa e João Paulo Batalha, TIAC Nos últimos meses temos assistido a uma banalização do combate à corrupção: o DCIAP continua na sua atividade fúnebre de enterrar prematuramente processos que envolvem figuras públicas; a Comissão de Ética é da opinião que a resolução de conflitos de interesses é uma questão […]

Atirar ao lado

Por Luís de Sousa, Presidente da TIAC A recente iniciativa da ASJP (Associação Sindical dos Juízes Portugueses) relativamente à utilização indevida de cartões de crédito e ao pagamento sem suporte contabilístico de despesas de representação, que culminou na abertura de um processo crime contra 14 ministros do XVIII Governo Constitucional, tem suscitado uma série de […]

Males que vêm por bem

Por Luís de Sousa, presidente da TIAC Hoje, é recorrente ouvir falar-se de desempenho dos regimes democráticos ou de “qualidade da democracia”. A corrupção foi um dos fenómenos que nos últimos anos mais alimentou a crescente preocupação com a qualidade ou as qualidades da democracia. Passou de um assunto de menor porte, tratado no rodapé […]

Eurobarómetro sobre corrupção revela sinais de alarme

Os resultados do último Eurobarómetro sobre corrupção são alarmantes, mas infelizmente não são surpreendentes. O inquérito, feito em Portugal pela TNS Euroteste, revela que 97 por cento dos inquiridos encara a corrupção como um problema grave do país (a média europeia, já de si inquietante, é de 74 por cento). Só a Grécia (com um […]

A espiral da suspeita

Por Luís de Sousa, presidente da TIAC A tendência começou lenta e discreta, como todas as tendências, e foi ganhando força com o passar dos anos. Hoje chegámos a isto: a desconfiança dos cidadãos nas instituições democráticas atingiu níveis insustentáveis, não só em Portugal mas na generalidade das sociedades ocidentais. Durante longos anos, os analistas […]