A crise denunciada

A braços com vagas sucessivas de austeridade que continuam a empobrecer o país e mantêm nuvens de incerteza sobre o futuro, os gregos (como, cada vez mais, os portugueses) despertaram violentamente para a crise. Tal como em Portugal, diagnósticos não têm faltado: análises de conjuntura macroeconómica, reflexões sobre responsabilidade política, dilemas sobre o futuro da União Europeia, atribuições de culpa.

Tal como em Portugal, não faltaram responsáveis políticos a apontar variantes do discurso do “povo vivendo acima das suas possibilidades”. Na Grécia, um destes homens é Theodoros Pangalos. Veterano da política helénica, várias vezes ministro, Theodoros Pangalos agitou a controvérsia, em 2010, apontando no Parlamento a causa da crise: “A resposta à pergunta indignada contra os políticos, ‘como é que se gastou o dinheiro’, é esta: demos-vos empregos no Estado. Gastámos o dinheiro juntos, numa relação de clientelismo e corrupção”, disse na altura, segundo cita a AFP.

Foi este político controverso que agora, já na reforma, devolveu a palavra aos cidadãos, lançando um site onde convida os gregos a partilharem as suas histórias de corrupção e abuso, num país onde continua a ser normal pagar pequenos subornos para ter acesso a consultas nos hospitais públicos ou ser atendido nas Finanças ou na Segurança Social. O site, lançado há poucos dias, foi abaixo várias vezes logo a seguir ao lançamento, devido à elevada procura. As primeiras histórias já estão a surgir. Os gregos, um a um, fazem a sua própria anatomia da crise.

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Um comentário a A crise denunciada

  1. Falta um lider civil, porque militar são como manga de colete.
    As nossas armas podem ser o facebook. Domino mal as novas tecnologias, porque se não já me tinha aventurado.
    Precisamos duma página em que nós possamos com facilidade convidar todos os nossos amigos.
    Claro, que precisamos de mais de uma dúzia de administradores empenhados em combater a contrarrevolução
    Fui 3 anos instrutor de guerra de guerrilha.
    Força
    Um forte abraço amigo
    Felisberto Ramos

    Responder

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