A inspeção do carro

Num sistema eficaz de combate à corrupção, os organismos de auditoria (seja a auditoria interna nas empresas ou os órgãos de auditoria das contas públicas, no Estado) são muitas vezes mais eficazes a descobrir transações suspeitas do que as próprias polícias de investigação criminal. Neste artigo no blogue da Transparency Internacional, Maria Gili, do programa de Defesa e Segurança da TI, explica que o escrutínio regular das instituições é um pouco como a inspeção obrigatória que fazemos aos automóveis – e, tal como a inspeção obrigatória, pode revelar problemas antes que a situação se agrave.

Recorrendo ao exemplo ucraniano, Maria Gili explica como, mesmo num país com estruturas pouco eficientes no combate à corrupção, as auditorias têm revelado negócios suspeitos e exposto os custos da corrupção em áreas sensíveis – e geralmente opacas – como as despesas em segurança e defesa.

Mas o trabalho de auditoria não compete apenas a agências reguladoras ou aos tribunais de contas. A atenção e o empenho dos cidadãos na denúncia de gastos pouco transparentes e na pressão pública pela responsabilização dos culpados é indispensável num sistema eficaz de prevenção e punição da corrupção. Como lembra Maria Gili, é importante que, regularmente, os cidadãos levem o carro da democracia à inspeção.

Leia aqui o artigo “Passing the corruption car-test”

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