O problema escondido

A corrupção não é um problema exclusivo de países subdesenvolvidos ou de culturas “atrasadas”, por muito que seja cómodo pensar o contrário. Como revela o inquérito às ligações sujas entre jornalistas e polícias ou funcionários públicos no Reino Unido, o pagamento de subornos era prática comum de vários jornais, na busca de manchetes.

Pior do que isso, o interesse público da maioria das notícias obtidas através de subornos era, no mínimo, discutível. Segundo a responsável pelo inquérito Sue Akers, as informações fornecidas por polícias aos jornais eram, as mais das vezes, “mexericos lascivos” e não histórias de verdadeira relevância para a vida pública.

Num artigo no jornal The Guardian, o diretor executivo da Transparency International do Reino Unido, Chandu Krishnan, lembra casos recentes de títulos nobiliárquicos trocados por dinheiro, que se juntam a escândalos de corrupção no críquete ou fraudes nas despesas de membros do Parlamento britânico que denunciam um problema escondido de corrupção no país.

A lição é simples: a corrupção exige uma atenção constante. Não há país ou sociedade, por mais evoluída que se considere, que esteja imune.

Deixar um comentário

O seu email nunca será publicado ou partilhado.Os campos obrigatórios estão assinalados *

Podes usar estas tags e atributos de HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>