Este protesto não é brinquedo

Ursos de peluche, bonecos de lego, sol­dad­in­hos de plás­tico e car­ros de brin­car são alguns dos novos pro­tag­o­nistas das man­i­fes­tações con­tra a cor­rupção e a fraude eleitoral na Rús­sia. Na cidade siberi­ana de Bar­naul, dezenas de brin­que­dos com pequenos car­tazes con­tra a cor­rupção têm sido expos­tos por diver­sas vezes na praça pública, para denun­ciar os abu­sos das autoridades.

Os cidadãos de Bar­naul pre­tendiam realizar uma man­i­fes­tação legal, à semel­hança dos protestos que mobi­lizaram recen­te­mente cen­te­nas de mil­hares de pes­soas em Moscovo. Mas dada a repetida falta de autor­iza­ção por parte das autori­dades locais foram os brin­que­dos a expres­sar o descon­tenta­mento pop­u­lar e a assumirem a denún­cia da cor­rupção, como mostra a reportagem do jor­nal The Guardian.

O protesto está a inco­modar os poderes insta­l­a­dos na Sibéria, que não sabem como lidar com a cria­tivi­dade dos man­i­fes­tantes. A cidade ile­gal­i­zou as con­cen­trações de brin­que­dos, ale­gando que bonecos e car­ros de brin­car não são cidadãos rus­sos e, como tal, não gozam do dire­ito de man­i­fes­tação. “Como com­preende, brin­que­dos — espe­cial­mente brin­que­dos impor­ta­dos — não só não são cidadãos rus­sos como nem sequer são pes­soas”, jus­ti­fi­cou um porta-voz das autori­dades, citado pelo The Guardian.

Os brin­que­dos pare­cem não con­cor­dar: man­i­fes­tações de bonecos con­tin­uam a suceder-se e já começaram a alas­trar a out­ras cidades russas.

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