Saturação

Em conversa com um amigo frente ao especial de informação da TVI sobre Luiz Felipe Scolari, estávamos a discutir a saturação de “reportagens especiais” e “especiais de informação” que parece ter afectado a televisão generalista portuguesa, provavelmente o único verdadeiro novo hábito que se criou recentemente no horário nobre, mas que está a atingir a loucura absoluta porque praticamente não há dia em que um dos canais não exiba uma reportagem a seguir ao noticiário principal. 

O que faria sentido como uma rubrica regular com um dia fixo está de repente a tornar-se uma espécie de “arma” de contra-programação para bater a concorrência, ajudada pelas audiências geralmente boas que se conseguem — mas na segunda-feira, por exemplo, a reportagem da SIC sobre os problemas de costas foi batida em toda a linha por Scolari, por António Vitorino na RTP, até pelo Prós e Contras de Fátima Campos Ferreira. 
E começámos a pensar: já repararam que, se os noticiários não se esticassem até à hora e meia com estas reportagens, criava-se mais uma hora de horário nobre que podia ser aproveitada para outras coisas que não novelas ou concursos?

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