O filão

Quase se diria que as estações televisivas agora descobriram Tony Carreira como um “filão”: depois da SIC, foi a vez da RTP preencher uma hora de horário nobre, na noite de quarta-feira, com duas reportagens duas com o cantor. 

Tudo isto é tanto mais significativo quanto estamos a falar de um artista cuja ascensão ao sucesso se fez de certa maneira à revelia daquilo que as “regras da indústria” entendiam ser o modo infalível de impôr um artista. Que o mesmo é dizer: às tantas, Tony Carreira vendia milhares de discos e ninguém tinha reparado como (e não é de agora, já tem uns tempos). 
Por isso, esta “febre” de atenção televisiva sobre o cantor tem, ao mesmo tempo, um ar de “correr para apanhar um comboio” que se deixou passar sem perceber, uma pitada de “mea culpa” por não se ter reparado mais cedo, e uns pózinhos de calculismo deliberado para garantir audiências. Nada disto, claro, tem o que quer que seja a ver com Tony Carreira.

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