Televisão em movimento

Pobre Judite de Sousa, que, a propósito do Dia da Terra, foi entrevistar Filipe Duarte Santos ao ar livre de frente para o vento. No papel, estas coisas até podem ser boas ideias mas, na prática, houve qualquer coisa de incongruente numa situação em que a habitual mesa das entrevistas foi transportada para Santarém e colocada na área afectada pelo tornado. 

Vai então de haver movimentos de grua que não serviram para mais nada a não ser mostrar que o programa tinha sido gravado ao ar livre e tentar uma grandiosidade completamente desfasada da seriedade dos assuntos que se abordavam. É legítimo tentar fazer algo diferente para marcar o Dia da Terra; e é compreensível que, com um convidado que dirá pouco à maioria dos telespectadores por não ser uma figura da política ou das artes, se queira propor algo mais para os agarrar. 
Mas, a olhar para aquela Grande Entrevista, pareceu-me que, em vez de sublinhar o tema, o programa apenas conseguiu distrair dele. Costuma chamar-se “oportunidade perdida”.

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