Televisão em movimento

Chama-se Fama Show mas, no fundo no fundo, é apenas um prolongamento do anterior magazine de fim-de-semana da SIC, Êxtase. Que, para efeitos práticos, foi dividido em dois programas separados (o Episódio Especial aos sábados, mais virado para as telenovelas, e este Fama Show, mais virado para o que não é telenovelas). 

No resto, tem muitas apresentadoras que sorriem muito umas para as outras e para a câmara que está sempre em movimento a tentar dar a impressão que se passa muita coisa quando, na prática, a única coisa que se passa são as frivolidades do costume com actores a tocarem em cobras ou a voarem mini-helicópteros de controle remoto. Não tenho nada contra os magazines de futilidades por si só (quem não precisa de um pouco de futilidade na sua vida?) mas o Fama Show leva a coisa ao extremo — é tão fútil que praticamente não existe — e consegue pôr-me a perguntar quem quereria ficar sentado em frente ao televisor a ver isto. A resposta, a julgar pelas audiências: bastante gente.

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